O Brasil possui cerca de trinta por cento das espécies de plantas e de animais conhecidas no mundo, que estão distribuídas em seus diferentes ecossistemas. É o país detentor da maior diversidade biológica do planeta. A região dos cerrados, com seus 204 milhões de hectares – aproximadamente 25% do território nacional – apresenta grande diversificação faunística e florística em suas diferentes fisionomias vegetais.
A área core está localizada essencialmente no Planalto Central onde se encontra o divisor de águas das três grandes bacias hidrográficas do Brasil, a Amazônica, a do Paraná e a do São Francisco.
Com esta enorme biodiversidade criou-se, na região do cerrado, uma tradição de usos, em diferentes formas, dos recursos vegetais. Destacam-se pela importância na região, as espécies alimentícias, medicinais, madeireiras, tintoriais, ornamentais, além de outros usos. Das espécies com potencial de utilização agrícola, na região do cerrado, destacam-se as frutíferas. São algumas dezenas de espécies de diferentes famílias que produzem frutos comestíveis, com formas variadas, cores atrativas e sabor característico. Estes frutos são consumidos em diferentes formas pelas populações locais e constituem, ainda, uma importante fonte de alimentos para animais silvestres (pássaros, roedores, tatus, canídeos, etc.) e mesmo para o gado.
O Cerrado destaca-se pela riqueza de sua biodiversidade, que pode ser interpretada pela vasta extensão territorial, pela posição geográfica privilegiada, pela heterogeneidade vegetal, e por ser cortado pelas três maiores bacias hidrográficas da América do Sul. Os frutos das espécies nativas do cerrado oferecem um elevado valor nutricional, além de atrativos sensoriais como, cor, sabor e aroma peculiares e intensos, ainda pouco explorados comercialmente.
Conheça algumas frutas do Cerrado
Araticum
Nome Científico: Annona crassiflora Mart Nomes Populares: araticum, bruto, cabeça-de-negro, marolo, pinha-do-cerrado, araticum-do-cerrado Ocorrência: Cerradão, Cerrado, Cerrado Denso, Cerrado Ralo, Campo Rupestre Distribuição: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, São Paulo, Tocantins
Benefícios para sua Saúde: O Araticum possui fatores antioxidante que combate os radicais livres e é um forte aliado da população na prevenção de doenças degenerativas tais como: a esclerose múltipla, a doença de Parkinson e a doença de Alzheimer Este fruto também integra a medicina das populações tradicionais da região da Chapada dos Veadeiros, Goiás, que o utilizam como regulador de menstruação, para reumatismo, feridas, úlceras, câncer de pele, fraqueza no sistema digestório, cólicas e contra diarréia.
Buriti
Nome Científico: Mauritia vinifera Mart Nomes Populares: buriti, carandá-guaçu, carandaí-guaçu, miriti, muriti, palmeira-buriti, palmeira-dos-brejos
Benefícios para sua Saúde: apresenta teores de vitaminas do complexo B, tais como as vitaminas B 1 , B 2 e PP, equivalentes ou superiores aos encontrados em frutas como o abacate, a banana e a goiaba, tradicionalmente consideradas como boas fontes destas vitaminas. A vitamina B1 atua ao nível do metabolismo dos hidratos de carbono em glicose para produzir energia e é importante para o funcionamento correto do sistema nervoso.
A vitamina B2 é importante na manutenção da pele, membranas mucosas, olhos e revestimento dos nervos. A vitamina PP participa da obtenção de energia em todas as reações metabólicas; é indispensável para que a energia dos alimentos seja aproveitada. A carência provoca pelagra(dermatite, diarréia, demência), lesões na pele e mucosas, fadiga e insônia. É hidrossolúvel.
Cagaita
Nome Científico: Eugenia dysenterica Dc Nomes Populares: cagaita, cagaiteira
Benefícios para sua Saúde: Estudos da composição nutricional de diversas frutas nativas do Cerrado verificaram ela possui um elevado teor de água (95,01%), sendo uma das frutas que apresentam maior percentagem de ácidos graxos poliinsaturados (linoléico e linolênico), ficando atrás apenas da amêndoa do baru e da polpa da mangaba. Possui maior teor de ácido linoléico (10,5%) que o azeite de oliva e de dendê. Quanto ao teor de ácido linolênico (11,86%), supera o do óleo de milho, girassol, amendoim, soja, oliva e dendê. Os ácidos graxos possuem importante papel no organismo humano, sendo o linoléico e o linolênico essenciais.
Os teores de vitamina C da cagaita (18,28 mg/100 g) são superiores aos encontrados em muitas frutas convencionalmente cultivadas, como a banana madura e a maçã Argentina, de 6,4 e 5,9 mg/100 g, respectivamente .
Cajuzinho do Cerrado
Nome Científico: Anacardium humile St. Hil Nomes Populares: cajuzinho-do-cerrado, cajuí, caju, caju-do-campo Ocorrência: Campo Sujo, Cerrado Distribuição: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo
Gabiroba
Nome Científico: Compomanesia cambessedeana Berg Nomes Populares: Gabiroba, guabiroba, guavira, guariba Ocorrência: Campo Cerrado, Sujo, Cerrado Distribuição: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins